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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Aneel aprova regras para facilitar geração e consumo de energia renovável | Envolverde

Aneel aprova regras para facilitar geração e consumo de energia renovável | Envolverde

19/4/2012 - 11h04

Aneel aprova regras para facilitar geração e consumo de energia renovável



por Redação EcoD
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Através do sistema, a unidade geradora instalada em uma residência, por exemplo, produzirá energia e o que não for consumido será injetado no sistema da distribuidora. Foto: ycpphysci
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na terça-feira, 17 de abril, regras destinadas a reduzir barreiras para instalação de geração distribuída de pequeno porte, que incluem a microgeração, com até 100 KW de potência, e a minigeração, de 100 KW a 1 MW. A norma cria o Sistema de Compensação de Energia, no qual o consumidor pode instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local. A regra é válida para geradores que utilizem fontes incentivadas de energia (hídrica, solar, biomassa, eólica e cogeração qualificada).
Através do sistema, a unidade geradora instalada em uma residência, por exemplo, produzirá energia e o que não for consumido será injetado no sistema da distribuidora, que utilizará o crédito para abater o consumo dos meses subsequentes. Os créditos poderão ser utilizados em um prazo de 36 meses e as informações estarão na fatura do consumidor, a fim de que ele saiba o saldo de energia e tenha o controle sobre a sua fatura.
Os órgãos públicos e as empresas com filiais que optarem por participar do sistema de compensação também poderão utilizar o excedente produzido em uma de suas instalações para reduzir a fatura de outra unidade.
O consumidor que instalar micro ou minigeração distribuída será responsável inicialmente pelos custos de adequação do sistema de medição necessário para implantar o sistema de compensação. Após a adaptação, a própria distribuidora será responsável pela manutenção, incluindo os custos de eventual substituição.
Além disso, as distribuidoras terão até 240 dias após a publicação da resolução para elaborar ou revisar normas técnicas para tratar do acesso desses pequenos geradores, tendo como referência a regulamentação vigente, as normas brasileiras e, de forma complementar, as normas internacionais.
Vantagens do sistema
A geração de energia elétrica próxima ao local de consumo ou na própria instalação consumidora, chamada de “geração distribuída”, pode trazer uma série de vantagens sobre a geração centralizada tradicional, como, por exemplo, economia dos investimentos em transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria da qualidade do serviço de energia elétrica.
Como a regra é direcionada a geradores que utilizem fontes renováveis de energia, a agência espera oferecer melhores condições para o desenvolvimento sustentável do setor elétrico brasileiro, com aproveitamento adequado dos recursos naturais e utilização eficiente das redes elétricas.
O assunto foi amplamente discutido com a sociedade em uma consulta e uma audiência pública. A audiência ficou aberta no período de 8 de agosto a 14 de outubro de 2011 e, ao todo, foram recebidas 403 contribuições de agentes do setor, universidades, fabricantes, associações, consultores, estudantes e políticos.
Descontos da Tusd e Tust
Paralelamente ao sistema de compensação de energia, a Aneel aprovou novas regras para descontos na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (Tusd) e na Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (Tust) para usinas maiores (de até 30 MW) que utilizarem fonte solar:
* Para os empreendimentos que entrarem em operação comercial até 31 de dezembro de 2017, o desconto de 80% será aplicável nos 10 primeiros anos de operação da usina;
* O desconto será reduzido para 50% após o décimo ano de operação da usina;
* Para os empreendimentos que entrarem em operação comercial após 31 de dezembro de 2017, mantém-se o desconto de 50% nas tarifas.
* Publicado originalmente no EcoD.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Conferência de Energia Eólica do Brasil - Dez Itaipus ao vento | Envolverde

Conferência de Energia Eólica do Brasil - Dez Itaipus ao vento | Envolverde

03/4/2012 - 11h11

Conferência de Energia Eólica do Brasil – Dez Itaipus ao vento


por Marcelo Pellegrini, da Carta Capital
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Durante a Conferência de Energia Eólica do Brasil, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) revela o potencial inaproveitado do País no setor. Foto: Agência USP
A energia eólica é uma fonte de energia renovável com um potencial ainda pouco aproveitado no mundo e – sobretudo no Brasil. Atualmente, representa apenas 0,4% da matriz energética brasileira, mas estima-se que seu potencial seja de, no mínimo, 143GW. Isso equivale à produção de dez usinas de Itapu somadas.
“Esse dado é o piso e acreditamos estar subestimado. Os 143GW foram estimados com medições de ventos a 50 metros de altura, mas hoje já temos medições de operar com equipamentos que trabalham a 100 metros de altura”, afirma Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Em 2005, o Brasil produzia 28MW, com 10 usinas. “Estávamos praticamente do zero até os leilões de 2009 e agora estimamos produzir 7 mil MW até 2014”.
Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), hoje o País produz 1.471 MW, possui usinas em construção que fornecerão 1.200 MW e possui um potencial de 6.000 MW em contratos.
Para Tolmasquim, o Brasil tem uma grande vantagem em relação aos outros países devido ao fato de sua matriz energética predominante ser a hidrelétrica (91%).
“Descobrimos que o ciclo da água é complementar ao ciclo dos ventos. Ou seja, quando está ventando mais é quando menos temos volume de água”, diz.
Com isso, a energia eólica pode funcionar como uma bateria da hidrelétrica. “Quando venta, a hidrelétrica para de gerar energia e acumula água e vice-versa. Assim, usamos duas grandes fontes renováveis que se complementam”, completa.
Além disso, a energia eólica é, depois da hídrica, a de menor custo. E entre as fontes alternativas, é a que tem o menor preço.
Pré-sal do Sertão
Criado em 2005, o Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica) foi a primeira tentativa para incentivar busca de implementação de parques eólicos no País.
O programa esbarrou na baixa atratividade do setor devido aos altos custos de produção desta forma de energia.
Entretanto, em 2009, com os avanços tecnológicos do setor e com leilões com condições mais atrativas para os investidores, teve início uma espécie de boom eólico brasileiro.
Com parques localizados predominantemente no Nordeste e na região Sul do País, o setor de energia eólica emprega 12 mil pessoas por ano e pretende colocar mais 20 mil pessoas nas construções dos parques previstos até 2016.
Além da geração de emprego, o incremento da renda acontece por meio da negociação com os proprietários das terras que se tornarão parques eólicos.
“Negociamos diretamente com os proprietários das terras. Com isso, não os forçamos a ceder suas posses, muitas vezes irregulares, por baixos preços para o Estado”, afirma Elbia Mello, presidente-executiva da Associação ABEEólica.
Ciência e Meio Ambiente
Segundo Colin Johnson, diretor da empresa britânica de energia Grant Thornton, a crise europeia e o modelo de leilão brasileiro têm atraído muitos investidores estrangeiros. Prova disso é que o Brasil possui 8 fábricas eólicas, enquanto possuía apenas duas em 2009.
Para Mello, o desafio brasileiro agora é incentivar a industrialização do setor.
“A inserção já houve, agora precisamos consolidar essa indústria e elaborarmos uma tecnologia que se adapte melhor à realidade brasileira”, revela.
Atualmente, a ABEEólica trabalha por meio de convênios com universidades em uma rede de pesquisa de energia eólica para investir em inovação e otimizar o aproveitamento dos parques brasileiros.
Outro argumento é o setor ambiental. Com uma expansão média anual de 12% para o setor, estima-se que a energia eólica evitará o despejo de 16 bilhões de toneladas de CO2 até 2020.
“Isso representa metade da emissão mundial de CO2 , somente por queima de combustíveis fósseis e produção de cimento”, avalia Mello.
Além disso, segundo Johnson, a energia eólica não depende da volatilidade política ao redor do mundo, como o petróleo por exemplo. “Inicialmente a energia eólica era diretamente relacionada com a questão ambiental, mas agora tem caráter e viabilidade econômica”, defende.
Em 2011, os investimentos na América Latina no setor eólico aumentou cerca de 39%. De acordo com Tolmasquim, da EPE, “se os demais países instalarem o mesmo de parque que instalaram em 2011 e o Brasil instalar o que foi contratado, o País sairá do 20º para o 10º lugar, em 2012, em parques eólicos. E sairá da 11ª para a 4ª posição em incremento (instalação)”, diz.
* Publicado originalmente na Carta Capital.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Abreu e Lima (PE): energia eólica para luminárias públicas

Abreu e Lima (PE): energia eólica para luminárias públicas - O Eco

Dois modelos de miniturbinas de energia eólica que ficarão no alto de postes públicos no município de Abreu e Lima. Foto: José Jorge Filho
A troca da iluminação pública por lâmpadas mais econômicas é uma tendência, em todo mundo. Em Pernambuco, o município de Abreu e Lima, com menos de cem mil habitantes, anunciou a troca da iluminação hoje feita por lâmpadas de vapor de sódio e mercúrio por LEDs, que utilizarão energia gerada por miniturbinas eólicas. Elas ficarão no alto de pequenas torres com oito metros de altura e irão produzir até 1KVA de energia, suficiente para iluminar 33 lâmpadas.

O sistema foi desenvolvido pelo Conselho Euro-Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (Eubra) (http://www.eubra.org/), com o Centro de Tecnologia Climática Avançada (CTCA). O prefeito de Abreu e Lima, Flávio Gadelha (PMDB-PE), destacou a redução no custo da conta de luz. “Vamos economizar cerca de 70% da conta e desafogar o fornecimento da rede nos horários de pico”, disse ao anunciar o programa na última segunda-feira, dia 19/03/12.